quarta-feira, 28 de março de 2018

Tree love #642656487568.

Aqui a menina do blog é pessoa para gostar de se agarrar às árvores em público. Agora, tenho uma side chhick.


terça-feira, 27 de março de 2018

Um pedacinho de luz para o universo.


Should've stayed, were there signs, I ignored?
Can I help you, not to hurt, anymore?
We saw brilliance, when the world, was asleep
There are things that we can have, but can't keep
If they say
Who cares if one more light goes out?
In a sky of a million stars
It flickers, flickers
Who cares when someone's time runs out?
If a moment is all we are
We're quicker, quicker
Who cares if one more light goes out?
Well I do
The reminders pull the floor from your feet
In the kitchen, one more chair than you need oh
And you're angry, and you should be, it's not fair
Just 'cause you can't see it, doesn't mean it, isn't there
If they say
Who cares if one more light goes out?
In a sky of a million stars
It flickers, flickers
Who cares

(I keep my candle burning)

segunda-feira, 26 de março de 2018

Ao ponto a que isto chegou...

Nespresso do mê coração, a cafeína já não é suficiente, foi preciso arranjar reforços...

(quando não são as little criancinhas cá de casa, são os neurónios que gostam de fitar o infinito a meio da noite...)


P.S.: O Baldomero é uma das pessoas que vive cá dentro da minha cabeça ou, para sermos poéticos, um dos heterónimos. Infelizmente para a minha sanidade, os poetas foram parar todos ao Pessoa, e a mim calharam-me os esgrouviados todos da feira, dos quais o Baldomero é a rifa premiada, mas a verdade é que os do Pessoa também não deviam ser pêras doces...

domingo, 25 de março de 2018

O retiro do Eremita Interior.

Hoje vou dar-vos uma técnica interessante, muito prática em momentos de stress, horas de transporte público sem nada que ler ou ouvir e visitas à repartição das Finanças mais próxima: o retiro do Eremita Interior, aquele gajo sacana que aparece de vez em quando a pedir atenção e miminho.

Ora, na impossibilidade física de uma pessoa se recolher da sociedade e do convívio mais achegado com, vá, PESSOAS!, acabei por ter esta ideia de génio (cof cof!) que, afinal, tenho vindo a colocar em prática há já tanto tempo: criar o meu cantinho de Eremita, mas imaginário, e recolher-me aí sempre que me apetecer, ou em caso de necessidade, nomeadamente para protecção das outras pessoas dos meus humores figadais ocasionais, que sempre são uma chatice...
Isto acaba por ser muito na onda da Anne Shirley.
Afinal, nosso senhor, se não me deu esta imaginação toda para escrever livros, é para ter alguma utilidade prática...
... Isso, e a habilidade para cogitar sobre parvoíces várias no chuveiro ou, pior, para falar comigo mesma quando estou a conduzir, porque o leitor de cassetes foi com os porcos e a rádio só passa régétón e publicidade, desculpem-me os apreciadores, mas eu desligo o bicho e tenho conversas interessantes comigo própria.

Não sei se é defeito, feitio, ou característica do karma astrológico que nos calha em forma de signo e que brindou esta vossa amiga com o peso do Carneiro, o que é certo é que, em termos práticos, há dias em que não posso ver pessoas à frente.
Não me levem a mal!
Na maior parte das vezes, sou um docinho kinder de pessoa, mas não é coisa para durar sempre e, por vezes, sob influência da Lua Cheia, ou por alguma conjugação planetária mais escabrosa, não posso nem ouvir um espirro ao meu lado, que me dá uma veneta que, nessa altura odeio espirros, não tenho pachorra para as pessoas, e quem espirra aqui à minha beira, está aqui, está a voar pela janelinha que ali está, embrulhadinho num paninho, e a cheirar a águinha de rosinhas!
Não é nada contra as pessoas, não é nada contra vocês em particular, mas há aqueles dias em que tudo me faz tinir os nervos, coisas que num dia normal até acho graça, mesmo quando me andam constantemente a mudar as coisas todas de sítio (lá está, Carneiros detestam que lhes tirem as coisas dos sítios).
Há dias em que não me apetece ver gente, e em que me apetece estar no meio das árvores, a conectar com a Natureza, a destilar clorofila.
Por isso, mês amores, o melhor é retirar-me.
Ponderei a ideia de arranjar uma caravana imaginária e ir variando o cenário, também, e ainda não a descartei, mas acho que gosto mais da ideia de um lugar só, rodeado de árvores, a ouvir os pássaros, o vento nas folhas das árvores e o riacho não muito longe.

Assim, junto o útil ao agradável, mas numa forma que é praticável, já que não tenho de me deslocar fisicamente ao local, basta concentrar-me, fechar os olhos, ou nem isso, e quando estiver com um sorriso parvo na cara, já sabem, estou no meu retiro do Eremita imaginário!
Num modo geral, a ideia é criar o lugar na nossa mente, provavelmente um que já existe, ou uma mistura de vários, mas que agora passa a existir num plano alternativo, num cantinho especial no nosso cérebro.
O meu é no meio da floresta, numa clareira aberta ao sol, não muito longe de um lago com uma pequena cascata. As árvores são, maioritariamente, carvalhos, mas há um pouco de tudo: castanheiros, sobreiros, eucaliptos, oliveiras, salgueiros, choupos, pinheiros, azevinho e avelaneiras. 
(Sou só eu que começo a trautear cantigas de amigo quando vejo a palavra "avelaneira"?)
Perto da casa, há um pequeno pomar e uma horta, e há lugar para coelhos, galinhas, patos e alguns gatos.
A casa é feita em pedra, num granito amarelo, é pequena, acolhedora, aconchegada, não dá muito trabalho a limpar (pormenor muito importante, porque há mais coisas para fazer que limpar o pó dos móveis e bibelots!), tem espaço para os meus livros, e uma cozinha onde posso fazer coisas boas para os filhotes e com eles ali ao pé a curtir.
O quintal é pequeno e tem flores, muitas, alfazemas, alecrins, rosas de vários tipos, narcisos, túlipas e mais e mais e mais, muitas cores e alturas, um lugar de sonho para as abelhas e as borboletas. 
Tem uma árvore para dar sombra, onde ponho uma mesa e cadeiras para se estar ou trabalhar, ou onde se pode estender uma manta. Na minha imaginação, é um pinheiro manso com uns 100 anos de idade, alto e frondoso, com o vento a brincar com as agulhas lá no alto, e às vezes a atirar pinhas lá de cima...
De resto, a mata é o nosso quintal, onde vamos passear quando queremos.
O tempo não é muito quente, está habitualmente ameno, um sol simpático, não muito quente mas, como é a minha imaginação, posso mudar o tempo quando quiser e, sim, quero, às vezes, uma bela chuvada, uma trovoada, um nevão, um dia soalheiro em que a neve brilha e é fofinha, um dia de Primavera ventoso em que tudo rodopia, um dia de sol intenso em que só se consegue estar bem à sombra ou dentro do lago.

Isto é, mais ou menos, o ambiente. Onde? Sei lá eu? Mas existe!
Sabem aquelas fotografias que aparecem na net, das cabanas de madeira perdidas no meio das florestas, no Canada, na Noruega ou nos Estados Unidos?
Pronto, visualizem um cenário desses, mais ou menos, e já lá estamos.
Entretanto, vou coleccionando nomes de lugares que quero conhecer, como que a juntar as peças para o meu mosaico imaginário!
Já lá estão? Pronto, não é difícil de lá chegar, e é um escape para quando estão na fila dos CTT.

Agora, cada um de vocês escolhe o vosso próprio retiro do Eremita imaginário: uma praia em Bora Bora, com um vento morno nas costas e os pés dentro de água transparente; um campo de trigo na Toscana, com ciprestes ao longe e uma ou outra quinta no horizonte; um cruzeiro às ilhas Gregas, o barco a navegar lentamente em águas suaves; uma floresta de sequóias, as águias a planar e a guinchar lá em cima bem no alto, a mão no tronco rugoso de uma árvore com mais de mil anos.

Pois, em termos simples (ahahah!), é este o caminho.
Com um bocadinho de prática e de entusiasmo, aquilo que no início nos leva mais alguns momentos de concentração, acaba por ser, depois, feito com um clique dos dedos, e puf!, estamos no nosso retiro do Eremita Interior!

A sério, acabei de vos poupar (e a mim!) hordas de dinheiro em estúdios de ioga duvidosos, aulas de meditação, livros de auto-ajuda do Gustavo Santos, médicos especializados e medicação apropriada!



sábado, 24 de março de 2018

O Pudim Flã!

Super-hiper-mega-blitz-fácil de fazer, e dá jeito ter uma receita destas em casa para quando as galinhas andam numa de meter ovos como se não houvesse amanhã.

Precisam de:

12 ovos
12 colheres de açúcar
raspa de limão
1 litro de leite
caramelo


Podem variar as quantidades, basicamente é uma colher de açúcar por ovo.

Batem-se bem os ovos, pode ser com o liquidificador, com a batedeira ou com a colher de pau.

Adiciona-se o açúcar e volta-se a bater.

Nesta edição, optei pela raspa de limão, mas se quiserem variar, podem colocar umas gotas de baunilha, uma colher ou duas de Vinho do Porto, ou anis, como faziam as avós.

Vai-se juntando o leite enquanto se mexe, e está feito!

Colocam o caramelo numa forma com buraco no meio (porque, depois, têm caramelo também no meio, é um espectáculo, caramelo everywhere!!), deitam o líquido do pudim para a forma e vai ao forno a 180ºC em banho maria (ie, metem a forma num tabuleiro com água, mai nada!), durante cerca de 1 hora.

Agora atentem, esta é a pièce de resistance da coisa: quando estiver pronto, desligam o forno e deixam lá o vosso pudim a descansar e a pensar na vida.

É que, se o tiram logo, além do ponto negativo que é "comer pudim quente a sair do forno queima a língua e faz cagan#%$a", o pudim baixa, e não fica de se comer também com os olhos.

Por isso, façam lá o sacrifício, aguentem mais uma horinha ou isso, e tiram do forno para a travessa uma coisa jeitosa destas.

(E atenção, não pode ser um prato de bolos raso, dos normais, tem de ser uma daquelas peças do enxoval da vossa mãe, que é aquele prato com as bordas mais altas, até porque é pecado perder uma gota que seja de caramelo, além de que é aborrecido meter uma toalha lavada e sujar logo aquela cena, caramelo é pegajoso, uma chatice...)


Leituras.






sábado, 10 de março de 2018

Organização dos tarecos.

Esta é uma caixa de costura mimimi, já com uns quantos anos de rodagem, oferecida por uma miúda fixe que foi minha boss, há muitos anos atrás.


Calculo que as caixas modernas, que encontramos nas lojas da especialidade e nas dos chinês, já vêm com milhentos compartimentos, inspiradas naquelas donas de casa que reutilizam as caixas de ferramentas por causa das gavetinhas, e aproveitam e trazem outra para meter os brincos, anéis e pulseiras, mas que agora já têm um bocadinho mais de estilo e se podem encontrar nas Vivas e nas Casas. Esta é uma caixa onde é fácil ficar tudo a monte, mas é fantástica para as pessoas que têm a pancada das caixinhas e afins.


Recebem uma cueca bonita no aniversário? Guardem a caixa! Uma dúzia de Ferreros Rocher? Caixa! Uma caixa de chocolates gourmet da Suiça numa caixinha de metal com desenho do Mucha? Ala para a caixa da costura! É mais ou menos assim, estão a ver?


Depois, e como não cabe tudo na caixa da costura (e para os aproveitamentos de tecido tem de ser uma daquelas caixas de arrumação do Ikea, da secção dos miúdos...). vamos lá voltar à reciclagem!


Isso mesmo: frascos de guacamole, salsa picante, doce de framboesa e papinha de fruta de bebé para meter fitas, botões e afins. Tudo muito bem arrumadinho numa daquelas caixas - cofret da Oriflame que começamos a receber no Natal a partir de uma certa idade.

E vocês, como é que organizam os vossos tarecos de manualidades?



sexta-feira, 9 de março de 2018

Pesquisa genealógica - Manoel da Silva.

Manoel da Silva, n. Feiteira, S. Pedro da Cadeira, 6/Fev/1901, c.Ventosa com Amélia Rosa, em 3/Jan /1931, f. Torres Vedras em  24/Maio/1973. 
Os padrinhos de Manoel foram Manoel Constantino, casado, caseiro, e Maria dos Anjos, solteira, ambos moradores no Bonabal.
Foram testemunhas do seu casamento António Antunes, solteiro, maior, trabalhador, e José Julião dos Santos, casado, comerciante, moradores no lugar do Cadouço, intervindo mais por os noivos não saberem escrever António dos Santos, casado, comerciante, morador no lugar e freguesia de s. Mamede; declaram querer ser padrinho a primeira testemunha António Antunes e Maria dos Anjos.
Não sei se esta Maria dos Anjos será tia materna de Manoel da Silva.

Manoel era filho de Francisco da Silva, n. S. Mamede, 5/Março/1865 e de Maria Joanna, n. Bonabal, 2/março/1866, f. 6/Jan/1901, casados em S. Pedro da Cadeira a 17/Fev/1900.
Francisco da Silva casou novamente e teve mais filhos, um deles é conhecido na Feiteira como o Zé Grande, e o número de filhos que teve ainda é indefinido, mas pode ser 19, 20 ou 23. Da mesma mulher.

Maria Joanna, filha de José Francisco, n. Casal do Mogo, Bonabal, f. 15/Out/190, e de Luiza de Jesus, n. Bonabal a 30/Abril/1830, f. 3/Julho/1903, casados na Ventosa em12/Fev/1854.

Filhos de José Francisco e Luiza de Jesus, irmãos de Maria Joanna:
Maria Luiza, n. Bonabal, 30/Nov/1854, f. 13/Julho/1952, casou na Ventosa em 11/Jan/1886 com Joaquim Ferreira, filho de António Ferreira, S. Pedro da Cadeira, e de Maria da Piedade.
Lúcia de Jesus, n. Bonabal, 21/Out/1856, casou na Ventosa em 5/Abril/1885, com Rodrigo Pereira, Bonabal, filho de Vitorino Pereira, Bonabal, f. 19/Fev/1895 e de Alexandrina Rosa.
Maria, Bonabal, n. 28/Junho/1859
Carolina de Jesus, n. Bonabal 2/Set/1861, f. 20/Março71949, casou na Ventosa a 23/Abril/1884 com Manuel Ferreira, S. Pedro da Cadeira, filho de António Ferreira e Maria da Piedade.
José Francisco, n. Bonabal a 14/Março/1863, casou na Ventosa em 3/Fev/1900 com Maria da Purificação, filha de António Gomes e Luiza da Nazareth.
Maria Joanna, já indicada.
Maria da Nazareth, n. Bonabal a 16/Fev/1870, f. 10/Nov/1957, casou na Ventosa em 26/Abril/1899 com José Paulo, filho de Cândido Francisco e Maria Alexandrina. Na data do casamento perfilhou o filho António, n. 17/Dez/1897.

A certidão de óbito de José Francisco diz que deixa 8 filhos, pelo que me deve ter escapado algum.

José Francisco é filho de Martinho Franco, Casal do Mogo, f. 1826 (antes do nascimento da filha Anna) e de Maria da Encarnação, n. Ponte do Rol. Irmão de, pelo menos, João Francisco e de Anna, n. Bonabal a 9/Dez/1826.
Neto paterno de Domingos Francisco, Casal do Mogo, e de Joanna Maria, já falecidos em 1826, e neto materno de Joaquim da Silva, Ponte do Rol, e de Eugénia Rosa.

Luiza de Jesus é filha de Manuel Franco, Bonabal, já falecido em 1854, e de Maria Gertrudes. Irmã de Maria das Virtudes, n. Ponte do Rol a 13/Nov/1828, de Gertrudes da Piedade e de José António, casado com Felicidade de Jesus.
Neta paterna de António José, Bonabal, já falecido em 1828 e de Maria Thomazia, e neta materna de Leonardo José, Ponte do Rol, e de Gertrudes Maria. São tios-avós maternos Narciza de Jesus, José Leonardo e Luiza Thereza.



domingo, 4 de março de 2018

Costura para maçaricos.

Este fim de semana, aproveitei para meter a andar um dos projectos do ano, e depois encontrei um vídeo com a transformação fácil de uma t-shirt velha numa mala e tentei ver se a conseguia fazer sem deitar fogo a nada!

É mais ou menos o que dá para fazer quando se consegue coordenar 15  minutos da sesta dos miúdos....

Deu para escolher e cortar à medida os tecidos para as caminhas, e deu para fazer a roupa de cama para a caminha do bebé.


Ó pra ele, tão confortável!


Agora, fácil e simples, desde que se atinem com a tesoura. Aconselho uma tesoura boa!

1: Escolher a t-shirt. E a tesoura.


2: Cortar as mangas.


3. Cortar a gola.


4: Cortar farripas na base da t-shirt.


5. Virar a t-shirt ao contrário e dar nós, dois nas fitas frente a frente, e depois mais dois lado a lado. A ideia é virar a mala e não ficarem buracos por onde possam cair esferográficas.


E está pronto! É só meter os vossos tarecos lá para dentro!