quinta-feira, 27 de abril de 2017

Testing, testing... E sai um molotoff!

Eu até tenho vergonha de dizer, mas nunca tinha feito uma coisa destas.

Então, como mamãe andava com vontades de de fazer experiências lá por casa, inspirada pelo super molotoff da prima Angelina, aproveitou-se uns dias em que estivemos na casa da sogra à espera que o rapaz pequeno se decidisse a nascer, e vai de se experimentar também, depois de muitas conferências e discussões de técnicas infalíveis via facebook e por telemóvel.

Afinal, não é assim tão complicado, até eu consigo fazer sem dar cabo da cozinha a alguém.


Precisamos de:

12 claras

12 colheres de sopa de açúcar branco

Caramelo a gosto



Como se faz:

Ligar o forno a 180ºC, untar uma forma com buraco no meio com margarina e espalhar caramelo a gosto no fundo e nos lados (gosto muito, obrigada, pode continuar a despejar na forma, sim?).

Bater as claras em castelo bem firme, adicionando as colheres de açúcar uma a uma, e batendo sempre.

Verter o preparado dentro da forma, alisar e levar ao forno em banho-maria durante cerca de 20 minutos.

Desligar o forno e deixar arrefecer o preeparado lá dentro.

Desenformar para um prato com borda, que perder o molho é pecado.




Com as gemas faz-se o doce de ovo com que se cobre o molotoff, e os mais lambões atrevidos podem acrescentar amêndoa laminada torrada.

Este molho foi feito pela sogra na Bimby, e é de se comer e chorar muito quando acaba.

As medidas costumam ser certas: se usarmos 8 claras, colocamos 8 colheres de açúcar e, supostamente, vai ao forno por 8 minutos.

Dependendo do forno, será melhor deixar mais tempo, até o topo começar a alourar.

Essencial é o banho-maria, e deixar dentro do forno até arrefecer, porque tirar assim que está cozinhado equivale à coisa baixar drasticamente de volume.


As claras até são a parte saudável da coisa, mas misturar caramelo com doce de ovos é capaz de nos dar um bilhete só de ida para o Inferno mais próximo...



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ponto da situação depois disto estar uns quantos séculos parado #57745885:

Nos entretantos, a família já cresceu, a ver se tenho tempo de manter isto a funcionar...

Eis a pequena jardineira:


E ajudante nos bolinhos...

(o mano ainda nem abre bem os olhos, mas esperem alguns meses para ver do que ele é capaz! Tipo, de manter os pais acordados à noite, por exemplo!)


As gangsta pollitas.


Ruby Julieta e Gaia.


E eis porque é que é difícil conseguir manter alguma coisa naqueles vasos...


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

E cá estão eles!

Os scones mais docinhos, para o senhor meu avô se alambazar.

Para esta fornada, usei:

10 colheres (sopa) de farinha
5 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
8 colheres (sopa) de leite
2 ovos
2 colheres (chá) de fermento
1 pitada de sal
raspa de limão

Para fazer, o mesmo: mexer bem à mão, juntar mais farinha, até ter a consistência que gostem, formar bolinhas, meter num tabuleiro, 15 minutos em forno a 200ºC, e pimbas! Já estão prontos!



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Scones para o Ti Abel.

A língua portuguesa é muito traiçoeira, cheia de esquinas, ratoeiras e degraus falsos.

Logo, quando uma pessoa recebe uma chamada da parte das mães, a dizer "Olha, estamos por perto, podemos ir até aí para o chá?" (sendo que é uma distância que se percorre em vinte e cinco minutos e dá para fazer um bolinho modesto) e ouve logo do outro lado um "nem penses, não faças um bolo!", se a pessoa em questão fizer BOLINHOS, não está propriamente a faltar àquilo que ficou combinado, pois não?

Pois, também acho que não, e chá é chá, presta-se a mordiscar qualquer coisita, precisamente uns scones, que são rápidos e fáceis de fazer, e quando as visitas chegam já está o forno desligado e a cozinha perfumada com algo que, afinal, apetece mesmo comer a acompanhar o chá!

Esta receita faço muitas vezes, e já tinha colocado no outro blog, tanto que a foto é de lá, que esta fornada já não foi a tempo.

Mamãe deu a ideia de se juntar um pouco mais de açúcar e de levar ao meu avô, grande lambareiro, pois claro (sim, porque a petiza cá de casa também provou e aprovou, pois claro!),  por isso, é mesmo questão de experimentar, e é isso que vou fazer amanhã.

Depois conto novidades.

Já agora, mamãe comeu o pudinzinho e aprovou. Ufa!! Se não passassem neste teste era uma trancada no meu ego, nunca mais saia de casa!!

Ora para os nossos Scones!

Precisamos de:

7 colheres (sopa) de farinha
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de leite
1 ovo
2 colheres (chá) de fermento
1 pitada de sal
raspa de limão


Mexem-se todos os ingredientes à mão.

Se quiserem, podem estender com um rolo e cortar rodelas com um copo, mas se amassarem pequenas bolas também fica bem.

Leva-se ao forno a 200ºC durante cerca de 15 minutos, num tabuleiro forrado com papel vegetal, polvilhado com um pouco de farinha.

As receitas dizem que se come com doce ou manteiga ou natas (ou nutella, ou manteiga de amendoím...), mas ficam tão bons assim simples, que parece blasfémia meter mais coisas à mistura!

Comem-se quentinhos, acabados de sair do forno, ou frios, e acompanham o nosso chá de hoje!



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Pudim flã, versão mini.


Não haverá coisa mais típica do que o pudim flã.
É entrar por um restaurante ou qualquer outro tasco, pedir o menu, e lá vem ele, no meio de mousses de chocolate, semi-frios, bolos de bolacha, doces da casa e duchesses tri-colores com molho de caramelo e pistácios e raspas de cereja confitadas (este não sei, acabei de inventar).

Ora habitualmente, pego numa tigela, meto lá para dentro 1 litro de leite, 12 ovos e uma colher de açúcar mais para o cheia por cada ovo, raspa de limão, e ala para o forno, em banho-maria, durante uma hora, numa forma com caramelo no fundo.

Há quem goste do seu toquezinho de aniz ou de Vinho do Porto, mas cá por estes lados há a mania da raspa de limão, há um limoeiro a rastejar na terra carregado de limões, há uma mamã ainda a amamentar e há uma criança que vai provar o pudim. 

Por isso, raspa de limão lá para dentro!

Para a versão mini, até porque não quero ter fama de andar a engordar as pessoas cá de casa, e também porque já não tenho as forminhas todas, inicialmente da senhora minha mãe, e que agora estão reduzidas a umas míseras sete, depois de ter andado a dar pudinzinhos a pessoas que não as devolveram (rsrsrsrsrs...), usei:

300 ml de leite
4 ovos
4 colheres (sopa) de açúcar branco
raspa de meio limão
caramelo

Coloquei o caramelo no fundo de cada forma (não é preciso untar com manteiga).

Bati com uma vara o leite com os ovos, o açúcar e a raspa de limão.

Coloquei nas forminhas, cerca de 3/4.

Levei ao forno a 200ºC durante 1 hora, em banho-maria.

Servem-se dentro das forminhas, ou em pratos, é a gosto.

Também é a gosto comer quente, mas as más línguas parece que dizem que dá a volta à barriga...

PS: a pirolita cá de casa gostou. Obviamente......

PS 2: A minha mãe também já viu a foto no facebook e já me veio dar nas orelhas, porque só AGORA é que deu pela falta das formas. Já as tenho por cá há para aí uns 16 anos, mas na altura não havia cá facebook para meter provas incriminatórias, e as desgraçadas estiveram emcaixotadas nestes últimos 4 anos ou coisa que valha. Claro que já se ofereceu como cobaia para provar pudins eheheh...


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Actualização e Crumble de Maçã à saloia.

Projectos, receitas, há muitos, tempo para vir ao blog é que menos, por isso, vamos colocando aqui algumas receitas com calma, de preferência a aproveitar as sestas da pequenota, já que ela até gosta de testemunhar as loucuras culinárias que se passam na cozinha aqui de casa e, como no caso deste crumble de maçã, de as provar!

É uma receita muito simples e rápida, mas com o toque de saloia que acabo sempre por dar.

À boa moda da minha mãe, olho para a receita, penso que é boa ideia, e depois faço à minha maneira e com os ingredientes a olho...

Para esta usei:

3 maçãs (2 de Alcobaça e uma de esmolfe, mas podem ser reinetas, ou as que quiserem, todas do mesmo tipo, ou todas variadas)
4 colheres de sopa de açúcar louro
2 colheres de chá de canela
1 colher de chá de noz moscada

Descascar a maçã, descaroçar e cortar em pedaços. Juntar o açúcar, a canela e a noz moscada. Mexer. Fiz directamente no pirex.
Vai ao forno a 200ºC por 20 minutos.

1 chávena de farinha
3/4 chávena de manteiga

Misturar bem com as mãos. Fica aos pedaços, mais ou menos com o aspecto de pão ralado.

Retirar a maçã do forno, espalhar uniformemente a mistura de farinha e manteiga por cima e levar ao forno durante mais 20 minutos, até estar com um aspecto dourado e, a propósito, bastante delicioso!

Além de que o cheiro na cozinha também é de bradar aos céus!

Serve-se quente (tão bom!), com gelado (ai Jesus!), ou frio (de cair para o lado!)!